menina comendo melancia

SABER X GOSTAR: Quem ganha esta batalha e contribui para uma alimentação saudável?

Quando penso em atividades de educação nutricional em escolas, logo me vem à cabeça a imagem da pirâmide alimentar e um monte de crianças identificando os andares onde cada tipo de alimento deve ficar. Eu mesma, quando estava em estágio curricular, participei da elaboração de atividades informativas, como ensinar a função dos nutrientes e explicar os riscos de comer certos alimentos em exagero.

Mas será que educação nutricional é só isso? Ou mais, será que este tipo de informação resulta em melhora dos hábitos alimentares das pessoas?

Vamos pensar um pouco. Nunca na história da humanidade houve tanta disponibilidade de informação sobre nutrição e saúde e apesar disso, nunca tivemos taxas tão alarmantes de excesso de peso e doenças associadas. Então será que informar as pessoas sobre nutrição deve ser o único caminho para ajudá-las a comer melhor?

Se fazemos uma análise sobre os motivos da escolha alimentar, observamos que uma série de outros fatores, além do conhecimento nutricional, influenciam o que decidimos comer. Gostar é sem dúvida um dos principais.

As crianças comem o que gostam dentro das opções que lhe são disponíveis, portanto quanto mais alimentos elas gostarem, maior será a chance de elas terem uma alimentação variada e saudável.

Como apresentado em outros posts deste blog, a culinária pode contribuir muito para que as crianças possam aceitar e comer novos alimentos. Então, pensar em atividades que tenham como objetivo aumentar a preferência pelo que se deve comer pode ser essencial para vencermos a batalha por uma alimentação saudável.

Implementar atividades de culinária em casa ou em escolas pode não ser tão simples e impor alguns desafios. Nos próximos posts trarei algumas sugestões para tentar driblar as dificuldades e conseguir praticar culinária com as crianças, aguardem.